terça-feira, outubro 31, 2006


Campanha Control Arms
Depois de três semanas de campanha em Nova Iorque e mais de três anos de acções por todo o mundo, a Campanha Controlar as Armas obteve uma grande vitória a 26 de Outubro de 2006, quando 139 Governos votaram a favor da Resolução da ONU para o começo dos trabalhos sobre um Tratado Internacional de Comércio de Armas (ATT).
Obrigada a todos os que participaram nesta campanha!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Campanha Control Arms

Está neste momento a decorrer a Assembleia Geral das Nações Unidas que decidirá sobre o início dos trabalhos para a concretização de um Tratado sobre o Comércio de Armas. Com apenas um "clik", os activistas podem enviar emails para os Ministérios dos Negócios Estrangeiras de oitos países lembrando-lhes a necessidade de apoiar um Tratado Internacional de Comércio de Armas que faça referências explícitas aos Direitos Humanos. Mais de oitenta estados (de um total de 192) já apoiam a resolução sobre o Tratado Internacional de Comércio de Armas no Primeiro Comité da Assembleia Geral das Nações Unidas, o que é bastante promissor. A votação decorrerá possivelmente a 25 de Outubro, quarta-feira. Esta última fase antes da votação é, deste modo, absolutamente crucial para exercermos pressão e assegurarmo-nos de que a resolução segue com uma maioria absoluta e complete três anos de campanha com sucesso. Esperamos encorajar o maior número possível de activistas a agir quanto antes - os próximos dias da campanha serão cruciais à medida que o voto na Assembleia Geral se aproxima.
Colabore!
Vá a http://www.controlarms.org/act_now/action_att.htm e dê-nos o seu apoio! Obrigada!

terça-feira, outubro 17, 2006

17 de Outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
Hoje celebra-se a luta contra a pobreza...
Aconselhamos os links:
Dê-nos a sua opinião sobre como acabar com esta "chaga"...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Onze mil crianças permanecem em poder de grupos armados na República Democrática do Congo
A AI denunciou num relatório publicado ontem que, na República Democrática do Congo, as crianças representam cerca de 40% dos soldados das forças envolvidas no conflito. Estima-se que sejam 11 mil as crianças sobre controlo dos grupos armados.
Para ler o relatório publicado ontem (em inglês) vá a: http://web.amnesty.org/pages/cod-111006-background-eng

terça-feira, outubro 10, 2006




Imagens da SADH - Semana Aveirense de Direitos Humanos

Pois é amig@s, o que é bom acaba rápido, já diz o "povo"...

Para já, aqui ficam algumas imagens da 1.ª SADH, na esperança de que muitas se lhe sigam!

O nosso sincero Obrigado a todos os que ajudaram, divulgaram e participaram nas actividades que o Núcleo de Aveiro da Amnistia Internacional disponibilizou para todos.
Dia 10 de Outubro - Dia mundial contra a pena de morte

A Amnistia Internacional Portugal assinala este dia e simultaneamente os 160 anos decorridos sobre a última execução da pena de morte em Portugal, através de uma largada de balões brancos em sinal de apelo pacífico aos países que ainda mantêm a pena de morte. Esta largada de balões terá lugar no Terreiro do Paço, em Lisboa, às 17h30.
No mesmo dia, em vários pontos do país, será iluminado o pelourinho ou local de igual importância simbólica de cada município. Ao iluminar este tipo de monumento, as cidades estarão a apelar à abolição universal da pena de morte, tendo esta acção como objectivos: encorajar a discussão pública sobre a pena de morte, reforçar a sua oposição por parte da sociedade civil, e pressionar os países retencionistas para acabar com as execuções e abolir a pena de morte.
Nesta iniciativa da Amnistia Internacional participam 25 municípios:
- Vale de Cambra - Alvito - Moura - Guimarães - Lagos - Figueiró de Vinhos - Peniche - Porto de Mós - Amadora - Cascais - Lisboa - Loures - Lourinhã - Oeiras - Elvas - Baião - Porto - Póvoa de Varzim - Valongo - Benavente - Santarém - Montijo - Peso da Régua - Penalva do Castelo - Aveiro.
A Câmara Municipal de Aveiro associa-se à comemoração da abolição da Pena de Morte em Portugal tendo prevista a iluminação, cerca das 21.30h, dos seguintes locais:
- Pelourinho de Esgueira;
- Praça da República (onde se situava a cadeia);
-Rua Mendes Leite (Personalidade de Aveiro, deputado nas cortes que teve alguma relevância no processo para a abolição da pena de Morte, em particular pelos crimes políticos).
Convidamos todos os aveirenses a juntarem-se a nós na comemoração deste dia!

sábado, outubro 07, 2006


Relatório da Amnistia Internacional:
Queixas de violência doméstica aumentaram 16%

O retrato é negro: 33 mulheres portuguesas morreram o ano passado às mãos de maridos, companheiros ou namorados. A Amnistia Internacional instou já Portugal a criar com urgência mais casas de abrigo

No relatório intitulado «Acabar com a Violência sobre as Mulheres», divulgado esta terça-feira, a Amnistia Internacional salienta que as 30 casas de abrigo actualmente existentes, que acolhem cerca de 450 mulheres e crianças, «são insuficientes». É «urgente» a criação de novos espaços. E «vital» a reestruturação do Serviço de Informação às Vítimas, disponibilizado através de uma linha verde. Considerando que o encaminhamento das vítimas é «extremamente complicado» em certas alturas, nomeadamente à noite, em época de férias e no Natal, a AI recomenda ainda como urgente a criação de infra-estruturas que permitam acolher temporariamente as mulheres e os seus filhos, «24 horas por dia e 365 dias por ano».
Segundo dados das autoridades policiais referidos neste relatório, mais de 18 mil casos de violência doméstica foram denunciados no ano passado à PSP e à GNR, um número que representa um acréscimo de cerca de sete mil ocorrências desde 2000. Só a PSP registou em 2005 mais de 9 800 queixas de violência doméstica a nível nacional, o que corresponde a um aumento de cerca de 16 por cento relativamente ao ano anterior. As grandes cidades registaram o maior número de casos, com Lisboa a liderar as denúncias (quase 30 por cento do total), seguida do Porto (21,6 por cent o) e de Setúbal (7,9 por cento). O aumento de ocorrências verificou-se igualmente na GNR, que registou 8.377 casos de violência doméstica em 2005, mais 18 por cento do que no ano anterior.´
No total, 33 mulheres foram mortas no ano passado pelos respectivos com panheiros e outras doze perderam a vida, só nos primeiros cinco meses de 2006.
Apesar dos dados das autoridades policiais, a Amnistia salienta que não é possível saber quais são realmente «os valores das chamadas cifras negras, os casos que nunca chegam a ser denunciados». Entre os 13.511 casos de violência doméstica registados em 2004 pela As sociação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 57 por cento não foram denunciados às autoridades policiais, lembra a Amnistia.
A vergonha, a dependência económica, as crianças, o medo de perseguição e represálias por parte do agressor, o medo de viverem sozinhas e a estigmatização por parte de pais e vizinhos são algumas das razões invocadas pelas mulheres agredidas para justificar a sua submissão à violência, de acordo com a AI.
Além das consequências físicas, traduzidas em hematomas e fracturas, por exemplo, a baixa auto-estima, a ansiedade, irritabilidade e a depressão são al gumas das marcas psicológicas das vítimas de violência doméstica, que muitas vezes acabam por tentar o suicídio. A perda do emprego, em consequência de factores como as baixas prolonga das, a dificuldade de concentração e a baixa produtividade, é também uma consequência muito comum da violência doméstica, segundo a Amnistia Internacional, que defende como fundamental a «facilitação do acesso das vítimas a programas de for mação profissional ou outras formas de apoio para inserção no mercado de trabalho».~
Garantir uma efectiva protecção das mulheres, através da aplicação de medidas de protecção de testemunhas, e determinar a inibição da licença de uso e porte de arma sempre que seja aplicada a medida de afastamento do agressor, ou existam antecedentes de violência doméstica, são outras das recomendações a Portugal deixadas pela AI neste documento. Apesar de reconhecer as «medidas positivas criadas pelo Estado Português no combate à violência doméstica, nomeadamente a elaboração do Plano Nacional Contra a Violência Doméstica», a organização internacional considera que é necessário apostar na Educação para os Direitos Humanos e na formação de todos os profissionais que lidam com este tipo de crime, em particular magistrados, polícias , assistentes sociais e profissionais de saúde.

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