segunda-feira, janeiro 06, 2014

2013: os momentos que marcaram o ano da Amnistia Internacional Portugal

O ano de 2013 trouxe desafios de monta ao mundo, e em muitos celebrámos o sucesso de campanhas lançadas pela Amnistia Internacional que contaram com o apoio de milhares de pessoas a nível global e receberam uma mostra de forte ativismo também em Portugal . Noutros continuamos a trabalhar para, juntos, alcançarmos mais resultados positivos na defesa dos direitos humanos.

Veja o resumo aqui.

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Crónica "Ser ou ter?" Em plena época natalícia e a escassas semanas de terminar o ano, gostaria de repensar este desafio: Ser ou Ter? - Fernando Nobre, Presidente da AMI

Desafio gratuito? Debate e opção fúteis e inúteis? Escolha impossível? Penso que não. Será um desafio gratificante, julgo eu, se a opção "ser", a acertada para mim, for a escolhida; não é seguramente a mais fácil mas será aquela que, nos momentos derradeiros, mais nos realizará e nos reconfortará!
Acredito plenamente que o "ser" tem que se sobrepor ao "ter". Sei que não é o sentimento dominante neste século, preocupado com uma globalização essencialmente financeira e especulativa, pelo vírus da ganância alojado na mente de certos "yuppis" e de certas "empresas", por uma tecnologia que parece tudo explicar e dominar e por uma visão maniqueísta das relações humanas que pretende conduzir-nos para perigosos desvios militaristas, assim como para um choque de civilizações e religiões obsoleto, porque retrógrado, sem cabimento e sem esperança, causador de tanto sofrimento e morte.
O terrorismo e o combate que lhe está a ser travado são epifenómenos que decorrem das contradições e efeitos negativos quando o "ter", irrefletidamente, tem a pretensão e ousadia de se sobrepor ao "ser".
A guerra contra o terrorismo está enferma de inutilidade e morte porque manifestamente desadequada e incompleta: apenas feita de tiros, torturas, prisões arbitrárias e cárceres fora das normas jurídicas, humilhações e mortes, não nos levará a parte nenhuma a não ser a mais terror: será uma espiral infernal para todos, mesmo para aqueles, os do "ter", que pensam ter-se posto ao abrigo nos condomínios fechados e outras torres de marfim...
Meus amigos, há uns anos ouvi, no Centro de Convenções de Washington, o então presidente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa, Sr. Jean Roger Bovin, fazer uma análise da situação mundial que me reconfortou ainda mais na minha opção de pretender apenas "ser" e de lutar nesse sentido. Disse então o Sr. Bovin que "a pobreza impede o desenvolvimento social e o progresso", "que o crescimento económico não conduz obrigatoriamente ao desenvolvimento social" e que "o desenvolvimento social não é alcançado sem um investimento sério na saúde e na educação". Afirmou também que "a democracia e a miséria não podem coexistir" e que, por isso, "é fundamental investir no desenvolvimento social para se almejar ter democracia". E alertou para o facto da "Nova Ordem Mundial", sonhada pelo presidente George Bush (pai!), ter falido e se assistir a um aumento acelerado das disparidades! E mais, alertou também que previa para 2020 (amanhã!) que a África iria pôr no mercado de trabalho duas vezes mais jovens do que a Europa, EUA, Japão e Rússia, juntos, o que provocaria uma corrente migratória Sul/Norte nunca vista... Sábias observações e temíveis previsões... Pois é, eis o resultado que a aposta no "ter", estéril, produziu no nosso planeta: um crescimento económico sem desenvolvimento social integrado e global.
O "ter" é ilusão, é pura aparência, é efemeridade, é indiferença, é intolerância, é enfermidade, é solidão. O "ter" não tem esperança porque se esgota nele próprio, alimenta-se dele próprio exigindo sempre mais "ter"! Que saída para essa quadratura do círculo, para esse não senso que alguns tentam erguer em novo paradigma, querendo fazer-nos crer que é a única via para a resolução dos problemas da humanidade? Só há uma: inversão de marcha em direção ao "ser". Não é fácil, espera-nos muita frustração (tanto maior quanto menos "ser" houver...) e alguma satisfação, sobretudo aquela de sabermos que, no mais íntimo do nosso ser, estamos no caminho certo, na única via para a criação da Paz e da Harmonia entre os seres humanos.
"Ser" é humanidade, consciência social, livre arbítrio, liberdade, igualdade, fraternidade, solidariedade, cultura, preocupação ambiental, ecumenismo, tolerância, aceitação e preocupação do outro... Este é o meu pensamento, a minha opção, o testamento de um cirurgião que muitas vezes teve vidas entre as mãos, de um operacional que percorreu o Mundo e de um homem que sabe perfeitamente como é a morte e que gostaria de a enfrentar olhos nos olhos com o mínimo de angústia e medo. Só e apenas isso. Tentar "ser".
E se tentássemos todos?
Deixo-vos este desafio e aproveito para vos desejar, caros Amigos, um Feliz Natal e um 2014 determinado e tenaz pela construção de um Mundo mais justo e harmonioso, em que o "Ter" possa dar lugar ao "Ser".


Ler mais: http://visao.sapo.pt/ser-ou-ter=f762812#ixzz2oxIWSJSu

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Feliz Natal a tod@s!


Tortura e execuções sumárias nas prisões secretas controladas por grupos rebeldes na Síria

Espancamentos, chicotadas e execuções sumárias são práticas comuns nas prisões secretas controladas pelo grupo armado Estado Islâmico do Iraque e de Al-Sham (ISIS), que domina vastas áreas no Norte da Síria, apurou a Amnistia Internacional.
No relatório divulgado esta quinta-feira, 19 de dezembro, e intitulado “Rule of fear: ISIS abuses in detention in northern Syria” (“A lei do medo: os abusos do ISIS nas prisões no Norte da Síria”), é relatado como o ISIS tem vindo a violar sistematicamente os direitos das populações residentes naquelas regiões. O grupo defende a aplicação estrita da sharia (lei islâmica).
“Há até crianças de oito anos entre as pessoas que são raptadas e presas pelo ISIS. E estas crianças são mantidas junto com as populações de adultos detidos nas mesmas condições cruéis e desumanas”, aponta o diretor da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África, Philip Luther.

A Amnistia Internacional insta o ISIS a pôr fim ao tratamento desumano daqueles que mantém presos e apela aos líderes do grupo a darem instruções claras às suas forças para respeitarem os direitos humanos e cumprirem as leis de direitos humanos.
E pede à comunidade internacional que tome medidas concretas para bloquear o fluxo de armas e outros fornecimentos de apoio ao ISIS, assim como a outros grupos armados envolvidos em crimes de guerra e outras violações sérias dos direitos humanos. O Governo turco, em particular, tem de assegurar que o seu território não é usado pelo ISIS para aceder a armas e recrutas para os combates na Síria.
Da mesma forma, "os países do Golfo que têm expressado apoio aos grupos armados que combatem o Governo sírio têm de agir de maneira a travar o fluxo de armas, de equipamento e de outros abastecimentos que estão a chegar ao ISIS, face aos inegáveis e chocantes abusos e violações de direitos humanos cometidos”, alerta Philip Luther.

Uganda e a lei sobre homossexualidade

http://www.amnesty.org/en/news/uganda-anti-homosexuality-bill-must-be-scrapped-2013-12-20

terça-feira, dezembro 03, 2013

Próxima paragem: Vagos!


Esta manhã na Escola Secundária de Anadia!

Venho agradecer à escola secundária de Anadia, à professora Cristina, restantes professores e todos os alunos pela sessão de hoje.
Fui muito bem recebida, o debate que se gerou foi muito interessante, trouxe muitas cartinhas assinadas, que serão enviadas pela sede da AI para os seus destinatários, e ainda uma expressa vontade de formar um grupo de estudantes activistas da Amnistia Internacional na vossa Escola! Fantástico!
Assim sendo, volto a disponibilizar-me para ajudar na concretização dessa ideia.
Contem comigo.
Obrigada e até breve!
 
Tânia Alves

terça-feira, novembro 26, 2013

Acções pelas escolas, preparando o aniversário da DUDH!

Boa noite!
Caros/as Professores/as,
o grupo de Aveiro já está mobilizado para a preparação da Maratona de Cartas.
Assim, já temos sessões agendadas para a próxima semana com o agrupamento de escolas de Vagos e com o agrupamento de escolas de Anadia.
Ainda assim, continuamos abertos a ir a v/ escola debater os Direitos Humanos com os vossos jovens!
Contacte-nos!

Tânia
A diretora da Amnistia Internacional Portugal, Teresa Pina, vai estar hoje à noite no 5 para a Meia-Noite, na RTP1, programado para as 22h49, onde vai falar do Live Freedom II e da grande iniciativa anual da AI pelos direitos humanos – a Maratona de Cartas.

O programa, esta noite a cargo de José Pedro Vasconcelos, conta também com a presença de Sérgio Godinho, um dos cantores que vão estar em palco no Teatro Tivoli a 10 de dezembro.

sexta-feira, novembro 22, 2013

Maratona de Cartas 2013

Car@s amig@s,
É chegada a altura da Maratona de Cartas, o maior evento de direitos humanos organizado pela Amnistia Internacional.
Convidamos todas as estruturas a realizarem a Maratona de Cartas. O ano passado conseguimos 42,806 cartas. Este ano vamos bater este recorde e fica lançado o desafio de uma dobradinha :)

Para mais informações, contactem-nos!

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Veja abaixo a lista das mulheres que receberam o prêmio da Paz.


1905 - Bertha Sophie Felicita von Suttner, baronesa austríaca que escreveu o livro "Lay down your Arms" contra a guerra, e era presidente honorária do Bureau Permanente da Paz Internacional.
1931 - Jane Addams, americana dedicada à filantropia, que organizou trabalhos sociais em Chivago e foi presidente da Liga Internacional das Mulheres para Paz e a Liberdade.
1946 - Emily Greene Balch, pacifista americana e presidente honorária da Liga Internacional das Mulheres para Paz e a Liberdade.
1976 - Betty Williams e Mairead Corrigan, líderes da Comunidade das Pessoas Pacíficas, movimento para encerrar a violência sectária na Irlanda do Norte.
1979 - Madre Teresa de Calcutá.
1982 - Alva Mydral, ministra sueca do desarmamento.
1991 - Aung San Suu Kyi, ativista detida em Mianmar.
1992 - Rigoberta Menchu, defensora dos direitos humanos na Guatemala.
1997 - Jody Williams, americana, coordenadora da Campanha Internacional para Banir Minas Terrestres.
2003 - Shirin Ebadi, advogada iraniana defensora dos direitos humanos.
2004 - Wangari Maathai, ambientalista queniana.
2011 - Ellen Johnson-Sirleaf, presidente da Libéria; Leymah Gbowee, ativista liberiana; e Tawakkul Karman, jornalista e ativista iemenita.

Amnistia Internacional insta a Rússia a não bloquear os esforços para pôr termo às atrocidades na Síria

A Amnistia Internacional considera que a Rússia não deve bloquear os esforços internacionais para lidar com a violência e violações de direitos humanos na Síria, numa altura em que decorrem negociações para a resolução do Conselho de Segurança sobre a Síria.
As autoridades russas ameaçaram vetar a resolução se chegar a voto.


Sendo o maior fornecedor estrangeiro de armas para a Síria, a Rússia tem continuado a enviar carregamentos de armas para o país nas últimas semanas, mesmo após os observadores da Liga Árabe terem denunciado contínuas violações dos direitos humanos levadas a cabo pelas forças de segurança Sírias.

A Amnistia quer que a resolução do Conselho de Segurança submeta a situação na Síria ao Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), que imponha um embargo ao fornecimento de armas à Síria e congele os bens e activos no estrangeiro do Presidente Bashar al-Assad e de outros elementos proeminentes do regime.


Peça à Rússia que não vete uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que tem como objetivo impedir a entrada de armas no país, responsabilizar os perpetradores de violações de direitos humanos e proteger os civis.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A nova Constituição da Tunísia deverá garantir os direitos humanos


Um ano depois de os protestos terem derrubado o regime repressivo de Zine El Abidine Ben Ali, os tunisinos continuam à espera que os seus direitos sejam garantidos.
 
A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita em Outubro para escrever uma nova Constituição para a Tunísia. A Amnistia Internacional apela a que a constituição inclua as garantias básicas que protejam os tunisinos dos abusos de que foram vítimas no regime de Ben Ali, tais como tortura, detenções arbitrárias e julgamentos injustos.
No regime de Ben Ali, a Constituição perdeu o seu poder de proteger as pessoas contra violações de direitos humanos, e as autoridades aprovaram novas leis mais repressivas. O aparelho de segurança e o sistema judicial respondiam às autoridades, em vez de estarem subordinadas à lei, e eram usados como meio de esmagar qualquer pessoa ou grupo que falasse contra a repressão e injustiça social, ou que simplesmente desafiasse as autoridades. A tortura era sistemática e a guerra contra o terrorismo era usada para justificar os abusos. As autoridades celebraram o “milagre económico” da Tunísia apesar de muitos cidadãos verem negados os seus direitos económicos, sociais e culturais.
Os tunisinos perderam a esperança de que as violações de direitos humanos fossem punidas, e perderam a fé nas instituições estatais.
A Assembleia Nacional Constituinte tem agora a oportunidade de reparar estes danos. A próxima Constituição na Tunísia poderá garantir os direitos humanos e a responsabilização dos perpetradores a nível judicial. A Constituição poderá garantir que os direitos humanos previstos em tratados internacionais assinados pela Tunísia tenham força legal. Também poderá garantir a independência do sistema judicial e reposicionar as forças de segurança sob a alçada da lei. Para além disso, poderá assegurar que os direitos económicos e sociais sejam mais do que uma mera promessa.
Será necessário mais do que uma nova Constituição para parar as violações de direitos humanos, mas uma Constituição que consagra os direitos humanos já é uma ferramenta poderosa que poderá prevenir este tipo de situações.

Peça ao Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Mustapha Ben Jaafar, que garanta os direitos humanos na nova Constituição da Tunísia. Ao assinar esta petição, será automaticamente enviado um email em seu nome ao Presidente da instituição.

Poderá consultar aqui o texto da petição em português.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

quarta-feira, janeiro 18, 2012

O que é a educação para os Direitos Humanos?


 Educação para os Direitos Humanos (EDH) é uma aprendizagem que desenvolve o conhecimento, as capacidades e os valores dos direitos humanos.


Pretende-se uma aprendizagem sobre o que são os Direitos Humanos, mas também uma aprendizagem que leve todos os participantes neste processo a actuar para estes, seja individualmente, nas suas acções ou globalmente, exercendo o seu papel na sua comunidade. Para além de se aprenderem Direitos, aprendem-se também responsabilidades e criam-se competências para a acção que cada um pode ter na sua defesa para todos os indivíduos.

Pedido de sessão sobre Direitos Humanos

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